ALBUM DE FAMILIA - 1966

CASA NA AVENIDA HERCILIO LUZ.
CINCO GERAÇÕES: TATARAVÓ, BISAVÓ, AVÔ, MÃE, E EU NO COLO DELA.
ESQUINA DA AVENIDA RIO BRANCO COM A RUA NEREU RAMOS.
NA CASA DA MINHA VÓ, EU E ELA NA SACADA.
PRAIA DA CACHOEIRA DO BOM JESUS, NO NORTE DA ILHA, EM FRENTE A RUA DA ALEGRIA.
MEU TIO, MINHA MÃE, EU E A BABÁ.

MIRAMAR


Inaugurado em 1928, o Miramar logo se tornou o lugar central, o ponto de encontro da provinciana Florianópolis. As histórias de quem viveu o período em que o prédio esteve localizado em frente à Praça Fernando Machado, permanecem vivas entre os moradores mais antigos da cidade. Foi erguido dois anos após a construção da Ponte Hercílio Luz e nele predominaram as linhas ecléticas, distinguindo-se na frontaria do portal de acesso elementos neoclássicos e insinuações em art-déco, seguindo o padrão arquitetônico do centro histórico. A elegância arquitetônica do Miramar o transformaram na principal referência na paisagem da cidade. O projeto do Miramar foi obra dos Irmãos Contini, engenheiros que chegaram à Florianópolis em novembro de 1922, para supervisionar os trabalhos de construção da Ponte Hercílio Luz. Ali ficava o trapiche municipal, de onde partiam as lanchas que faziam a travessia Ilha-Continente. O bar do Miramar viveu duas fases distintas: o da elite florianopolitana e o da boemia, que passou a freqüentar o espaço mais assiduamente no final da década de 60 até sua demolição.





O COMEÇO DO FIM: AS AREIAS DO ATERRO COMEÇAM A CHEGAR AO MIRAMAR.

NO CENTRO HISTÓRICO

TRAPICHE MUNICIPAL
Início do século passado, onde podemos destacar a exuberante vegetação da praça XV , o maçiço do Morro da Cruz, ainda sem a cruz e totalmente preservado, e, em primeiro plano, o Trapiche Municipal, onde anos mais tarde seria edificado o Miramar.
A ORLA E A RUA NOVA
No primeiro plano, o mar beija a cidade e os três ícones arquitetônicos da orla: o Mercado, a Alfândega e o Miramar.
Ao fundo, observa-se as obras de abertura das Avenidas Gama D'eça/Osmar Cunha, chamadas de Rua Nova por minha mãe Neusa Wagner da Rosa quando criança. Ela morava na Dom Jaime Câmara.
Estas avenidas, juntamente com a Avenida Rio Branco, foram os eixos de expansão do pequeno núcleo urbano ao redor da praça XV, em direção as regiões centrais de chácaras e a baía norte.
AMANHECE FLORIANÓPOLIS
Saudades de um tempo que eu não vivi.
O COTIDIANO DE UMA BELA E PACATA CIDADE
A sombra do Hotel La Porta sobre a Rua Francisco Tolentino nos dá a plena certeza que estamos no período da manhã na capital de todos os catarinenses.
O sol já saiu a algum tempo de trás do Morro da Cruz e ilumina a Praça Pereira Oliveira e todos aqueles que chegam de ônibus de vários pontos da cidade.
Ali atrás, no Mercado Público, muito camarão já foi vendido, e na Confeitaria do Chiquinho, na Felipe Schmidt, muita empada já foi saboreada.
MERCADO PÚBLICO
O Mercado Público de Florianópolis foi construído ao lado da antiga Alfândega, no ano de 1899, em substituição ao antigo mercado que existia no Largo da Matriz. Além de ser um movimentado centro de comércio, o Mercado Público de Florianópolis é um ponto de encontro, tanto para os moradores quanto para os turistas.
A BEIRA MAR DO CENTRO LESTE / RUA ANTÔNIO LUZ
O lado leste da praça foi o primeiro eixo de expansão do pequeno núcleo urbano que começava a ser formar as margens da baía sul.
Na pequena praia que seguia até onde hoje se encontra o Forte Santa Barbara, a população praticava sua pesca de subsistencia e mantinha sua relação com o mar.
No início do século XX, está relação ganha novos conteúdos, com a chegada do remo a ilha. Este esporte, já solidificado na capital federal, começa a ganhar mais e mais adeptos por aqui.
O endereço do remo passa a ter nome e sobrenome: Antônio Luz, denominação da rua que por muitos anos, até a construção do aterro no início da década de 70, abrigaria a sede de dois dos três clubes da cidade: Martinelli e Aldo Luz.
Já o outro clube, o Riachuelo, tinha sua sede na praia Rita Maria, próxima ao porto.
Textos: Ricardo Borges

Fotos: Acervo Bruxo-els, Foto Postal Colombo

UM MAR DE AREIA

ATERRO DA BAÍA SUL / 1973
  CADÊ O MAR QUE TAVA AQUI?
A EX BEIRA MAR SUL
Aí um certo dia você acorda cedo e sai de casa para treinar em seu clube de remo, o Martinelli, localizado na Rua Antônio Luz em frente ao mar, junto ao Forte Santa Barbara.
Chegando lá, o clube está no mesmo lugar, o forte também, mas o mar sumiu. Em seu lugar, uma imensidão de areia até perder de vista.
A "modernidade" e o "progresso" chegam a ilha. Estamos no começo dos anos 70.
A areia retirada do fundo da baía Sul pela draga Sergipe chega por tubulações também ao Miramar, que perde a sua identidade. A sua alma era a proximidade com o mar.
Olhando detalhadamente na foto, observa-se as tubulações vindas das imediações da praia José Mendes.
Malha viária no começo de sua implantação.
Como podemos observar no lado direito da foto, o aterro vem cumprindo, desde os primórdios, a sua principal função: estacionamento.
DESTERRO DA BAÍA SUL
A manutenção de Florianópolis como capital, já que havia um movimento muito forte de levar o centro administrativo para o meio-oeste catarinense, passava obrigatoriamente por tornar a cidade maior e mais moderna.
Alguns aterros seriam inevitáveis para a execução da melhoria da malha viária, mas o que foi feito com a orla do centro histórico foi algo pra lá de abominável.
A modernização de uma cidade pode, e deve, conviver em harmonia com o seu patrimônio cultural, arquitetônico e histórico.
A preservação do centro histórico passaria obrigatoriamente pela manutenção do mar do Forte Santa Barbara até a Ponte Hercilio Luz, ou em uma opção menos conservadora, até o Mercado Público.
Textos: Ricardo Borges

Fotos: Acervo Gilberto Silveira

NA PONTE OU EM SUAS CERCANIAS

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTOS

Na antiga Desterro, os esgotos corriam a céu aberto pelas sargetas. Não havia coleta de lixo nem água encanada. A noite os despejos eram realizados por escravos nas praias e córregos mais próximos. As poucas fontes de água ficavam poluídas e as doenças proliferavam.
Em 1910 é dada a concessão para implantação de uma rede de esgotos na capital. As obras são iniciadas em 1913 e inauguradas no dia 7 de setembro de 1916. Para a demanda de energia foi construída a Usina de Maruim, com a força elétrica chegando por cabos submarinos. Basicamente constava de um sistema composto por três bacias: do Centro, da Praia de Fora e do Estreito, esta última localizada ao lado do Forte Santana. É a edificação que aparece na foto abaixo, acima do caminhão.
O FORNO INCINERADOR DE LIXO

Foi construído entre 1910 e 1914 pela firma Brando e Cia, dos irmãos Miguel e Batista Brando. Na obra de construção, trabalharam Reinaldo Bicoke e o servente carroceiro João de Souza, que transportava o material. Era composto por um galpão em dois pavimentos e uma longa chaminé de tijolos aparentes, mais afastada do prédio. No interior do galpão foi construído um forno de tijolos refratários com duas câmaras de combustão. Depois de iniciada está obra, construiu-se o galpão em alvenaria. O pavimento térreo era vazado, com largas aberturas e o superior fechado, tendo algumas janelas simples. Aproximadamente em 1920 o incinerador foi reformado e sua abóbada restaurada. Naquela época, na vizinhança do forno de lixo havia somente algumas casas, próximas da praia, e o estaleiro Arataca. Foi desativado em 1958.
VIAGEM AO FUNDO DO MAR
Em março de 2010, uma inspeção sob o eixo da ponte detalhou como é o fundo do mar logo abaixo da Hercílio Luz. Um canal torna a parte central mais funda, 30 metros.
O mais surpreendente da análise foi ter encontrado o casco de um navio afundado. Ele está localizado no lado continental, tem 29 metros de comprimento e sete metros de largura.
A suspeita é de que seja um navio paraguaio que afundou na década de 1950. O engenheiro civil Hubert Beck viu o naufrágio. Ele lembra que o navio havia sido carregado com madeira e farinha, num antigo porto que funcionava na baía Sul.
A PRAIA DO ARATACA
Entre a ponta da Rita Maria e do Estreito, onde de acha o Forte Sant'Anna, existia a "praiazinha do Arataca", de aproximadamente 200 metros de extensão, pautando, com a sua barra de areias claras, a verde colina tapizada de grama até o morro do cemitério.
O FORMATO DA PONTE
Tomada a decisão pela construção de uma ponte, faltava agora o projeto. Se a proposta inicial tivesse dado certo, a Ponte Hercílio Luz não seria da forma como a conhecemos. A ideia era ser uma estrutura com viga treliçada, mas as dificuldades de financiamento fizeram com que o desenho fosse deixado de lado. No lugar, entrou a concepção de uma ponte pênsil com olhal, assinada pelo americano David Barnard Steinman. A estrutura seria instalada no Canal do Estreito, trecho que tem a menor distância entre a ilha e o continente.
O PISO ORIGINAL
A pavimentação de madeira acompanhou a ponte durante muitos anos. No entanto, ela acabou sendo substituída pelo asfalto por apresentar alguns problemas: o piso vibrava excessivamente, causando ruído quando os veículos passavam e também por ser muito escorregadia nos dias de chuva.
Textos: 1-casan.com.br, 2/4-Livro Florianópolis Memória Urbana de autoria de Eliane Veras da Veiga, 3-deolhonailha.com.br, 5-g1.com.br, 6-sc.gov.br

Fotos: Acervo Velho Bruxo, Acervo Bruxo-els, Coleção ELS

A ILHA DO CARVÃO

 Em 1974 a população de Florianópolis se despedia para sempre de outro “pedacinho de terra, perdido no mar”.
Um ano antes da inauguração da Ponte Colombo Salles (1975), foi demolido o único prédio que ocupava a Ilha do Carvão, uma área um pouco menor que um campo de futebol e que já tinha sido ‘incorporada’ à Ilha de Santa Catarina pela construção do aterro da Baía Sul, em 1972.
A Ilha do Carvão ficava a 500 metros da antiga costa da cidade.
Até meados da década de 1940, o local funcionava como depósito de carvão e servia para abastecer os navios a vapor que usavam o Porto de Florianópolis, desativado na metade da década de 1960.
Com o aterro, o espaço antes ocupado pela ilha recebeu uma das colunas de sustentação da Ponte Colombo Salles.
Os registros fotográficos mostram duas construções diferentes: a mais antiga, de estilo residencial, com dois andares, aparece em fotos da década de 1920, durante a construção da Ponte Hercílio Luz.
Em imagens posteriores aparece o prédio em forma de castelinho.
Após o complexo ser desativado, uma mulher conhecida como Dona Bela passou a morar no local.
Quem conta é o manezinho Luiz Carlos Dutra de Mello: “Essa senhora morou sozinha na ilha durante muitos anos. Tinha uma batera e com ela ia todos os dias ao Mercado Público para fazer as suas compras”.
Diretor do Clube de Remo Aldo Luz, Mello nasceu numa residência embaixo da Ponte Hercílio Luz e acompanhou o processo de desaparecimento da Ilha do Carvão. “É uma pena que acabaram com essa parte da história da cidade”, lamenta.
Era uma pequena ilha que foi engolida por outra, maior e com ares expansionistas, a ponto de o desaparecimento físico ser seguido por seu análogo, talvez mais dramático, que é o esquecimento definitivo, inexorável, da memória coletiva. Num texto inspirador, o poeta fala em “desaparição” e na estranha sensação de chegar à extinta ilhota a pé, porque o mar foi tomado pelo aterro e as rochas remanescentes serviram de base para um dos pilares da ponte que acalmou, por algum tempo, o ânimo dos motoristas da cidade.
Dennis Radünz, o poeta, e Fábio Brüggemann, artista de múltiplos voos, transformaram a saudade de uma ilha que nunca conheceram neste pequeno, porém impactante filme.
Textos: 1/2/3/4-floripacentro.com.br, 5-ndmais.com.br

Fotos: Acervo Bruxo-els, Postal Colombo

MÚSICOS DA ILHA

NELSON WAGNER
Nascido em Florianópolis a 25 de setembro de 1942, o compositor Nelson Wagner nos lega uma vasta criação musical composta por chorinhos, valsas, tangos, sambas, sambas-enredo, samba-canções, marcha-rancho, cantigas, bossa-nova e até mesmo rock. Obras primas nas quais grande parte permanecem inéditas.
O talento de Nelson Wagner, como compositor, surgiu no tempo dos "Cantores da Ilha". Participou dos primeiros festivais de música que se tem notícia, tendo sido premiado em vários deles, com destaque para o II FISC em 1972, onde foi campeão com a música"Rosa Helena".
Foi coralista da Associação Coral de Florianópolis, por mais de 15 anos, onde "formou-se" musicalmente. Durante esse tempo também fez parte da ala dos compositores da Escola de Samba Copa Lord, sendo campeão em 1976 com o samba "Os Pastores da Noite", que está em nossas memórias até os dias de hoje.
A partir de 1985, quando formou o Grupo Couro e Corda, formado por amigos e familiares, suas participações em projetos musicais de Santa Catarina só obtiveram sucessos.
Em 1987 participou da etapa estadual do Festival da Nova Música Popular da Canção, pelo qual foi classificado em 2º lugar com a música "Chama".
Em 1989 classificou-se em 2º lugar no Festival de Músicas Carnavalescas com a música "Rancho das Cores".
Em 1990 classificou em 2º e 3º lugares as músicas "Porto do Adeus" e "Meu Poema" no festival Prêmio Zininho.
Em 1991 foi premiado em 1º lugar no festival Prêmio Zininho com a música "Terra das Aroeiras".
Em 2000 obteve 2º lugar com a música "Miramar" no Festival de Músicas Carnavalescas (marcha-rancho) e em 1º lugar no mesmo festival com a música "Rancho das Cores".
Em 1994 teve parte de sua obra gravada em um CD pelo Grupo Couro e Corda - "Couro e Corda Canta Nelson Wagner"- nas vozes de Leleco Lemos e Soninha.
O Grupo Couro e Corda só viu concretizar sua veia poética como o próprio Nelson Wagner definiu:
"Nascemos de um sentimento simples chamado amizade. Saimos de um bar, de uma rua, de um incentivo, e tornamo-nos adultos esperaçosos.
Esperança esta que até hoje, desde os meados de fevereiro de 1985, permanece nos corações dos músicos e de todos que nos acompanham. Ali na boca do samba, na viela dos boêmios inesquecíveis e inspirados por eles, nos criamos. Ali no Bar do Tazo, no começo de uma certeza efervecemos".
Nelson Wagner, um autêntico Manézinho da Ilha, era antes de tudo, um poeta e um compositor que reunia em suas canções, a alegria de viver, a esperança de um dia melhor e a necessidade da vida traduzida no amor.
Curta agora, a belíssima "Samba sem Tereza"...
e o antológico samba enredo "Pastores da noite".

LUIZ HENRIQUE ROSA
Aos 11 anos mudou-se com a família para a cidade de Florianópolis, lugar que homenageou até as últimas canções. Aos vinte e poucos anos teve um programa na Rádio Diário da Manhã, onde tocava suas próprias composições e os sucessos da época. Antes de compor as estimadas 200 canções, Luiz Henrique também tocou em festas, bares e bailes.
Em 1960 excursionou por todo o sul brasileiro a convite do pianista gaúcho Norberto Baldauf, acompanhando seu conjunto melódico.
Em 1961 mudou-se para o Rio de Janeiro (cidade), onde se apresentou em diversos night-clubs e onde também gravou seu primeiro disco. Um compacto com duas músicas, Garota da Rua da Praia e Se o Amor É Isso, composições em parceria com Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho. No Beco das Garrafas teve a oportunidade única de tocar ao lado de Elis Regina. Surgindo no templo da bossa nova, despontou com um balanço diferente, ao lado de nada menos que Jorge Ben, alem da cantora iniciante Flora Purim, em 1963. Ao lado de feras como Os Cariocas, Tamba Trio de Luiz Eça, Bossa Rio, Copa Trio e as iniciantes Quarteto em Cy que se apresentavam nas Boates Bottles Bar, Little Club e Bacharat, disputava as canjas das tardes domingueiras ao lado de músicos como Sérgio Mendes. Em 1964, quando gravou seu primeiro LP, A Bossa Moderna de Luiz Henrique, conquistou as paradas de sucesso em todo o país, tendo arranjadores J.T.Meirelles e Dom Salvador Filho.
Em 1965, no auge da bossa nova no Brasil, Luiz Henrique partiu para os Estados Unidos. Em Nova York, conviveu com grandes músicos norte-americanos, como Stan Getz, Oscar Brown Jr., Billy Butterfield, Bobby Hacket e Liza Minnelli, entre outros. E com muitos brasileiros, como Sivuca, Hermeto Pascoal, Walter Wanderley, João Gilberto]] e Airto Moreira. [1] O músico permaneceu nos Estados Unidos até 1971, quando então voltou à sua amada ilha. Neste ano compôs a melodia do Hino do Avaí, em parceria com Fernando Bastos, autor da letra. Em 1976 lançou seu último LP, Mestiço.
Morreu aos 46 anos, quando completaria 25 anos de carreira, vítima de um acidente automobilístico.
No ano de 2003 foi organizado, em sua homenagem, o CD A Bossa Sempre Nova de Luiz Henrique, para o qual os músicos Martinho da Vila, Elza Soares, Ivan Lins, Luiz Melodia, Sandra de Sá, Biá Krieger e Toni Garrido foram convidados a interpretar e gravar suas composições. A produção ficou a cargo de Luiz Meira. No vídeo abaixo, o show completo.
Em 2009, Liza Minnelli lançou a coletânea Liza A&M the complete A&M Recordings, com grandes sucessos de sua carreira, e incluiu três canções de Luiz Henrique Rosa, gravadas originalmente pelos dois na década de 1960. No vídeo abaixo, Luiz Henrique e Liza cantam juntos, quando a cantora americana passava uma temporada na ilha.

Texto: 1-Facebook/Yze Wagner, 2-Wikipédia

Fotos: Acervo Ricardo Borges

FLAGRANTES DO COTIDIANO

OS "RAPÁZI"
ESQUINA DA DEODORO COM A CONSELHEIRO MAFRA
ÔNIBUS URBANOS
LARGO DA ALFÂNDEGA
LAMBE-LAMBE: O RETRATO DE UMA ÉPOCA
PRAÇA XV
EMPRESA DE PROPAGANDA TABAJARA
PRAÇA PEREIRA OLIVEIRA
FROTA DE TÁXI
PRAÇA XV

Fotos: Acervo UFSC, Acervo Família Comicholi

UM TEMPO QUE NÃO VOLTA MAIS...

ANTES DO MERCADO
Esquina da rua Deodoro com a rua Conselheiro Mafra, no século XIX, local onde futuramente seria erguida a primeira ala do Mercado Público.
PALÁCIO CRUZ E SOUZA
Em meados do século XVIII, época em que foi criada a Capitania de Santa Catarina e nomeado seu primeiro governador, o brigadeiro José da Silva Paes, foi também construído junto à praça da Vila de Desterro um prédio de três seções e dois pavimentos para ser a nova "Casa de Governo". Durante mais de um século, o palácio passou por diversas modificações, até que na mudança republicana uma grande reforma (1894–1898) foi realizada, adquirindo as características arquitetônicas preservadas até o presente.
UMA ESQUINA NOS ANOS 50
Bairro da Figueira, na esquina da rua Padre Roma com a rua Conselheiro Mafra, tendo ao fundo as águas da baía Sul.
FLORIANÓPOLIS, A TERRA DO JÁ TEVE
Já teve o Miramar.
Já teve o mar batendo no Mercado.
Já teve o Hotel La Porta.
Já teve charretes puxadas por cavalos.
Já teve...
A RUA DO PASSEIO, CAMINHO PARA A PRAIA DE FORA 
Conhecida hoje por rua Esteves Júnior, foi por muito tempo a única ligação terrestre do centro urbano e a praia de Fora, em direção ao forte de São Francisco de Xavier.
Caracterizou-se pela ocupação residencial. A sua proximidade da baía Norte e a relativa altitude em relação ao centro da vila tornaram-na muito procurada para o estabelecimento das chácaras e habitações mais retiradas. Seu conjunto arquitetônico, composto por construções coloniais, foi posteriormente enriquecido por uma série de edifícios de gosto eclético. Ali proliferaram as soluções arquitetônicas mais requintadas, guarnecendo-a de edifícios de acabamento mais apurado, já a partir das últimas décadas do século XIX.
A CHÁCARA DO HESPANHA

Três séculos e meio após os primeiros espanhóis terem aportado próximo à Ilha de Santa Catarina, na busca de uma rota para a Ásia pelo sul do continente americano, outro filho da terra de Cervantes desembarcou no Desterro. José Garrido Portella, mais conhecido por Hespanha, nascido na Galícia, chegou por volta de 1870 e ajudou a fazer a história da cidade. Com talento para as atividades comerciais, ele fez fortuna e adquiriu uma porção de terra no Centro que ficou conhecida como Chácara do Hespanha, que ainda hoje, mesmo com a explosão imobiliária, denomina os quarteirões que ficam entre as ruas Nereu Ramos, Marechal Guilherme, Visconde de Ouro Preto e Durval Melquíades de Souza.
A área onde está hoje o colégio Lauro Müller, construído em 1911, era uma espécie de jardim e uma das entradas da chácara. O outro acesso, que dava no casarão da família, era pela atual Santos Dumont, atrás da Igreja do Rosário. A propriedade onde José Garrido Portella viveu e criou os filhos, comprada em 1894, havia pertencido ao Marechal Guilherme Xavier de Sousa, que lutou na guerra do Paraguai e foi tutor do poeta João da Cruz e Sousa quando este era jovem.
ALFÂNDEGA
Em 1874, João Tomé da Silva, presidente da Província de Santa Catarina, autorizou a construção da nova sede da alfândega, em substituição a anterior, incendiada em 1866 por razões até hoje desconhecidas. O local escolhido não era o mesmo do prédio anterior, mas nas marinas, entre as ruas do Livramento e do Ouvidor, local então chamado Largo do Príncipe, por ficar sobre a rua de mesmo nome – a atual Conselheiro Mafra.
Textos: 1/3/4-Ricardo Borges, 2-Wikipédia, 5-Livro Florianópolis Memória Urbana de autoria de Eliane Veras da Veiga, 6-ndmais.com.br, 7-guiafloripa.com.br

Fotos: Coleção ELS, Acervo Sr. Napoleão, Acervo UFSC